Filmes “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” e “Olhe Para Mim” dominam a premiação do 15º Olhar de Cinema

A diretora Janaína Marques (meio) e as atrizes Verônica Cavalcanti e Luciana Souza, de“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha” e o diretor Rafhael Barbosa, de “Olhe para Mim” - Cred Walter Thoms -

Produções de Janaína Marques e Rafhael Barbosa foram os grandes destaques da principal mostra competitiva do festival, que encerrou mais uma edição reforçando a força do cinema independente e o papel da imprensa especializada.

O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba chegou ao fim consolidando mais uma vez sua posição como um dos principais eventos dedicados ao cinema independente na América Latina. Após dez dias de exibições, debates e encontros entre realizadores, público e profissionais da comunicação, o festival anunciou os vencedores de sua edição de 2026, destacando produções que emocionaram plateias e conquistaram o júri.

Os grandes vencedores da Mostra Competitiva Brasileira foram os longas-metragens “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, da diretora Janaína Marques, e “Olhe Para Mim”, dirigido por Rafhael Barbosa.

O filme de Janaína Marques recebeu o Prêmio Olhar de Melhor Filme e o prêmio de Melhor Atuação para Verônica Cavalcanti e Luciana Souza. A obra acompanha Rosa, que durante um exame de ressonância magnética mergulha em uma jornada íntima e imaginária ao lado da mãe, recriando memórias que nunca existiram, em uma reflexão sensível sobre afeto, lembrança e pertencimento.

Já o alagoano “Olhe Para Mim” foi o maior vencedor da noite em número de troféus. A fantasia alegórica inspirada no imaginário popular às margens do Rio São Francisco conquistou os prêmios de Melhor Direção para Rafhael Barbosa, Melhor Som para Lucas Coelho e Melhor Direção de Arte para Nina Magalhães. O longa mistura elementos místicos e realismo fantástico ao narrar a trajetória de Marcelo, jovem marcado pelo desaparecimento da mãe e por encontros que transformam sua percepção da realidade.

Outros destaques da Competitiva Brasileira foram “Adulto/Homem”, de Pedro Diógenes, vencedor de Melhor Roteiro, e “A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans, premiado por Melhor Fotografia e Melhor Montagem.

Na Competitiva Internacional, o prêmio de Melhor Filme ficou com “Um Calendário Incompleto”, da diretora Sanaz Sohrabi, enquanto “Bouchra”, de Orian Barki e Meriem Bennani, recebeu o Prêmio Especial do Júri.

Além dos vencedores, o encerramento foi marcado por um clima de celebração entre realizadores, equipes de produção, profissionais da imprensa e parceiros do evento. Em mensagem de agradecimento, a organização destacou o trabalho dos jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e comunicadores que acompanharam o festival ao longo de toda a programação.

“Chegamos ao fim de mais um Olhar de Cinema. Foi uma edição linda, vibrante, necessária, forte e emocionante. Levar o cinema independente para destaque na mídia brasileira não é tarefa simples, mas graças ao trabalho da imprensa especializada e dos veículos parceiros essa missão se torna possível”, destacou a organização.

O reconhecimento reforça a importância da cobertura jornalística para ampliar a visibilidade das produções independentes brasileiras e internacionais, aproximando novos públicos das obras exibidas e fortalecendo o mercado audiovisual nacional.

Com salas cheias, estreias aguardadas e intensa participação do público, o 15º Olhar de Cinema encerra sua trajetória deixando um legado de encontros, descobertas e valorização da diversidade cinematográfica. A expectativa agora se volta para 2027, quando o festival promete reunir novamente realizadores, espectadores e profissionais da comunicação em Curitiba para mais uma celebração do cinema.

Viva o cinema. Viva o cinema independente. Viva a imprensa de cinema. E viva o olhar de todos aqueles que ajudam a transformar histórias em experiências compartilhadas.

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